Teve um momento não muito breve que acreditei que esse dia não chegaria. Fico tão feliz em admitir que muitas vezes estou errada. E a sexta-feira chegou, um dia lindo, pra comemorarmos o aniversário dela.

Mais do que isso, a vida. O nascimento e o renascimento. O ato de engolir, falar, andar, sorrir e, claro, agradecer.

Num dia a morte de Steve Jobs – que mexeu profundamente comigo e falo disso num próximo post – e no outro a celebração da nossa vitória como família e o milagre da vida que presenciamos na nossa mãe.

Meu presente de aniversário? Um jantar íntimo e delicioso, preparado por um Chef de cozinha incrível. Um monte de novos sabores e texturas pra lembrar de como é bom estarmos vivos, lembrar que a vida é curta e que tem taaaaanto que podemos explorar… às vezes penso que preciso ir ao Everest. Mas a verdade é que os experimentos menores valem muito mais. Como experimentar moqueca de caju com as pessoas que amamos :)

Pra decorar a casa gostosa do Chef, balões amarelos, cor preferida dela, limões e florzinhas na água. Tudo simples e fácil. O toque de carinho ficou por conta da foto com o nome de cada convidado que escondia um envelope com uma cartinha minha. E como minha mãe seeeempre faz os brigadeiros da nossa vida, achei justo eu fazer pra ela dessa vez :)

Vou aproveitar as boas novas e contar mais uma alegria da nossa família. Meu irmão mais velho, Mark, e a esposa, Ana, estão grávidos!

Vou ser titia de novo! Iupi! Numa das fotos tá todo mundo olhando o notebook. E na seguinte todo mundo rindo. Estávamos vendo o ultrassom do baby que já tem 5 cm :)

Ah, faltou dizer quem preparou as gostosuras! Foi o João Belezia, de quem sou fã. E faltou falar da presença ilustre do Fubá, o Border Colie mais lindo do mundo! Ele aparece nas fotos também!

E também faltou falar dessa menina japonesinha que parece comigo… a Pri Mota. Ela é uma menina linda, fotógrafa talentosa que há um mês trabalha comigo, me ajudando um monte, aguentando minhas mudanças de humor (entre tantas mudanças, essa que é quase inevitável) e me ajudando no exercício de terapia diária :)

Tem muito trabalho acontecendo do lado de cá, quero postar um monte de coisas logo! Essa semana me livro do atraso que estou carregando desde junho e logo anuncio novidade boa!

As coisas estão caminhando. E já posso ver o arco-íris!

♥,
S.

Gente, a Luiza chegou! Minha primeira sobrinha e afilhada, tão desejada pelos pais, tão amada por todos nós, chegou!

Acordei às 5h da manhã pra poder vê-la em seus primeiros minutos de vida (fora da barriga :). Meu sonho era fotografar o parto, mas não é permitido na Pro Matre :( Mas ainda assim me diverti (e me emocionei muuuito) fotografando pelo vidro :)

Assistir o nascimento de um bebê é presenciar um milagre, é sentir o Espírito Santo, é renovar a esperança, é mágico.

Queria falar um monte de coisas pra Luiza-Bambina-Canjica, outro monte pra Bianca e o Adriano, mas vou deixar que as imagens falem sozinhas.

Estou estasiada!

♥,
S.

Hoje já é amanhã, 15 de agosto.

E 15 de agosto é o dia da chegada da Luiza! Aiiiiiii! Estou tão feliz, ansiosa, animada, cheia de amor!

De repente estou encantada por menininhas, imaginando brincadeira de casinha e fantasia de sereia. Em menos de 6 horas a minha sobrinha-bambina-afilhada-canjica estará aqui entre a gente, pra ensinar e aprender, amar e ser amada. Ela será minha menininha preferida.

E pra falar sobre a Luiza, vou falar da Olívia. A Olívia tem o nome que mais amo pra menininhas, olhos azuis e cabelos loirinhos. Só isso já era suficiente pra que eu (e o resto do mundo) me apaixonasse por ela. Mas ela é especial. E me fez ansiar pela Luiza com 3 anos de idade.

A Olívia é filha de um casal incrível que se casou ontem e eu tive o privilégio de fotografar. Luzia e Júnior. A Olívia é uma típica menininha que nos faz querer ser mãe de menininha. Doce, delicada, sapeca, linda. Uma princesinha de verdade. Separei essa seqüência de fotos da Olívia pra dar as boas vindas à bambina.

E dizer que a pureza das crianças é o único combustível renovável de esperança. Dizer que embora o mundo esteja de pernas pro ar, ainda existe espaço pra menininhas encantadoras brincarem de chá das 5 com seus bichinhos de pelúcia.

Estou feliz!

♥,
S.

47 dias de hospital e ainda contando. O número assusta, mas o coração está tranqüilo, só esperando…

E no meio de estacionamentos caros, trabalhos atrasados e busca de cura, um respiro.

Acordar num domingo de sol na praia é maravilhoso. Acordar num domingo depois de fotografar um dos casamentos mais emocionantes com o coração inundado de amor é ainda melhor.

Chorei ao rever o mar. Verde azulado, azul esverdeado, tanto faz. O sol beijando, o vento típico da Ilha soprando sem parar pra bagunçar os cabelos e as idéias. Tenho pensando tanto em tudo… glutamato monossódico, novela das 9, viagem pra bem longe, contas a pagar, quem sou eu, como montar aquele móvel, qual carro comprar, que dia cortar o cabelo…

Tem tanta coisa que já nem sei.

Mas o que eu sei é que nessa semana, na quarta-feira, eu estava no hospital com ela, em mais uma tarde já rotineira, trabalhando no notebook enquanto ela descansava pós fisioterapia. De repente abre a porta e uma moça diz: o coral do hospital está aqui e vai cantar. Posso deixar a porta aberta?

Pode, claro! Naquele instante eu estava dividida entre o cansaço e a “empolgação” de ouvir Oh Happy Day. E no instante seguinte a música percorreu todo corredor até entrar no último quarto, o 139. Passou pela porta, pela cama, pelos ouvidos e foi terminar no coração. Choramos, as duas, falando de amor, do prazer de ouvir música, do quanto precisamos uma da outra. Foi um daqueles momentos que a gente se vê dentro de um filme. Pelo menos é assim na minha cabeça. A trilha sonora foi La Solitudine e Because You Loved Me. E essa segunda, sempre sempre que ouvia, pensava na minha mãe. Porque tudo que sou hoje é por conta dela. Da educação, dedicação. Foi incrível.

“Ti prego aspettami perché
Non posso stare senza te.
Non è possibile dividere
La storia di noi due”

“I’m everything I’m Because you loved me.”

Então parei um pouquinho pra sentar aqui e respirar. Jogar letrinhas pra fora pra aliviar. Que a simplicidade de um domingo na praia esteja sempre ao meu lado. E que em breve, ao lado dos meus pés na areia, estejam os pés dela também.

♥,
S.

Uma pitada generosa de felicidade:

Quando a Bianca e o Adriano ficaram grávidos pela primeira vez, eu senti uma felicidade tão gigantesca que transbordei de chorar. Caiu a ficha de que quando casamos estamos nos amarrando em novas raízes e que agora aquelas pessoas tão queridas são minha família.

O meu marido não me deu apenas um casamento lindo e um lar feliz; ele me deu a bambina! Infelizmente o primeiro projeto de bebê não deu certo, mas acredito que a natureza sabe o que faz. Sabe tããão bem que logo a Bianca engravidou de novo, logo soubemos que era uma garotinha, logo chamamos de Bambina, logo virou Luiza. E Luiza já tem até apelido – como não podia deixar de ser na família Serrano :) A pequena Luiza é também Canjica :)

Pra quem não sabe, eu conheci o Fê no casamento da Bianca e do Adriano, 3 anos atrás. Ele padrinho do irmão e eu fotógrafa assustada com aquela noiva doida! Então fotografá-los novamente agora como parte da família e compartilhando a doce chegada de uma baby, foi muito muito muito especial. Eu que tenho tido devaneios de morte, me conforto na chegada de Luiza. E vejo que a vida é cíclica e linda. E que todo bebê é fonte inesgotável de esperança e amor, mesmo ainda na barriga.

Quero agradecer aos papis de Luiza pelo presente. Por terem coragem de ser pais, por compartilharem todos os momentos comigo e pela honra que será ser madrinha dessa Canjica. Amo Luiza como se fosse minha, amo Luiza desde que ela era apenas uma idéia. Amo a nossa família.

♥,
S.

Às vezes fazemos planos sem contar com imprevistos. no meu caso, sonhadora como sou, não é às vezes que planejo sem planejar… é sempre!

Esta semana minha vida entrou em stand by. Um imprevisto previsível aconteceu. A quimio derrubou a minha mãe e de uma hora pra outra vi aquela mulher forte ficar abatida e frágil. Isso acabou comigo em tantos níveis… passei o feriado todo cuidando dela em casa, saindo apenas pra fotografar. E no domingo finalmente a levei no pronto socorro e a medida mais prudente era a internação. Estou até agora no hospital com ela e
Estou escrevendo aqui por dois motivos: primeiro, agradecer de coração o carinho que tenho recebido, as orações e as energias positivas. E o segundo é dar uma satisfação. Meus últimos 97 emails respondidos começaram com: “desculpe a demora da resposta”

Em casa, louça suja, cesto de roupa lotado, cachorro precisando de banho, geladeira precisando de limpeza, tulipas que morreram de saudade de mim (na verdade morreram por falta de água, mas assim fica mais romântico). No trabalho, reuniões adiadas, emails não respondidos, fotos pra tratar acumulando.

Mas se tem algo que eu não abro mão, é da minha família. Estar longe da minha mãe agora é como estar em lugar nenhum.

Por isso peço um pouco mais de paciência às pessoas que estão “me” esperando de alguma forma. Como tudo que faço tem muito carinho e entrega, não tem como fazer algumas coisas com esse resto de pessoa que estou hoje.

Tenho pedido a Deus, aos anjos da guarda e ao universo pra minha mami melhorar logo. E eu poder dar o play por aqui novamente.

Obrigada, mais uma vez,

♥,
S.

O dia dos namorados não é mais só o dia dos namorados.

Agora ele é nosso momento de respirar fundo, olhar nos olhos e lembrar porque aquele 12 de junho mudou tudo pra sempre.

É aniversário da nossa união, nascimento da nossa família, vontade de ficar junto sempre junto, cada um sendo um e os dois sendo maior que tudo.

Ontem completamos 1 ano de casados. Temos planos de comemoração num hotel charmoso aqui em SP, mas ontem preferi ficar em casa cuidando dela. Pra deixar o dia mais cheio de amor ainda, levei também meus meninos pra passear e a gente namorar um pouco na rua.

Queria falar um pouco do Fernando. Ou queria falar pro Fernando?

Bb, querido,

Um ano passou tão rápido que quase confundi no calendário. Foram 365 de novas descobertas, risadas, pés gelados, seriados, viagens e rotina. Com você a vida é leve, plena e muito divertida. Compramos um fogão, fomos pra outro continente, ganhamos um cane pra chamar de nosso!

Às vezes paro pra pensar na pessoa que você é, em como se relaciona com a vida, com as pessoas, em como encara as situações e em como você está sempre disponível pra me fazer ainda mais feliz. Nem acredito que você existe! Mas existe sim. E sei que foi feito pra mim. E foi ter te encontrado que me permite falar mais madura sore o que é o amor. Vou guardar pra um próximo post. Mas já adianto a minha conclusão:

O AMOR É FÁCIL.

Claro que não somos perfeitos, ninguém é. E claro que de vez em quando fazemos manhas e birrinhas. O dia a dia tem dificuldades. Mas o amor… esse é sempre fácil. Não tem dor, não tem luta. É fácil. É simples. É verdadeiro. É incondicional. E quem me ensinou isso foi você.

Obrigada por me escolher pra ser sua companheira nessa jornada. Obrigada por segurar minha mão, assistir Crepúsculo, agüentar minhas chatices, me levar pra Ubatuba sempre que o coração já não agüenta mais.

Te amo muito. Te admiro profundamente. Te quero sempre.

Sua Bb.

♥♥♥

Pelos próximos 8 meses, toda sexta-feira é assim: dia de quimio.

O nome da doença assusta, o nome do remédio assusta mais ainda.

Mas como já disse, minha mãe é super. Hoje é a terceira sessão e ela está encarando tudo com muita força e confiança. Quem fica mais assustada no meio disso tudo sou eu. Procuro estar ao lado dela sempre.

No primeiro dia, fiquei bem pertinho pra compreender o processo e apoiá-la. Antes de ir pra salinha propriamente dita, ficamos numa recepção aguardando o chamado. Uma mulher por volta de seus 60 anos não parava de chorar. Porque a quimioterapia é um veneno que tenta combater o incerto. É uma luta injusta, que às vezes cobra muito caro pela cura, ainda que temporária. Mas hoje em dia tudo é muito moderno e os casos de cura total não param de crescer. E eu acredito que a cabeça do paciente é parte importante do sucesso. Mas naquele momento eu lembrei que falávamos de câncer. Que ali começava uma jornada de cura. Não consigo imaginar o que minha mãe tem passado, mas confesso que a segurança que ela tem em todo processo me tranquiliza a ponto de eu esquecer o que essas próximas sextas-feiras representam. Fiquei muito triste de não saber o que dizer àquela senhora que chorava antes de sua primeira sessão.

Tudo isso pra eu chegar à Oprah. Minha mãe deve ser a maior fã da Oprah de todos os tempos. E o seu programa chegou ao fim depois de 25 anos. Nos últimos episódios, Oprah revisitou seus momentos e convidados mais memoráveis. Entre eles, tive contato com a incrível história de Erin Kramp, uma mulher linda que aos 31 anos descubriu um câncer de mama. Ela faleceu em 1998, 5 anos depois da descoberta, deixando marido e uma filha de 6 anos.

O incrível nessa história foi que Erin gravou muuuuuitas horas de fitas de vídeo e áudio pra sua filhota. Ensinando como usar maquiagem, ou ajudando a pequena a escolher uma homem pra ser seu marido, deixando recadinhos de amor ou dizendo que estará presente no dia de seu casamento, quando ela tiver os seus filhos…

Assisti ao lado da minha mãe e de repente me lembrei de como nossas vidas são frágeis. E a maior mensagem de Erin é que o tempo que temos aqui na Terra é precioso e precisamos viver intensamente cada pedacinho de nossas vidas.

Por isso eu nunca passo um dia sem lembrar as pessoas do quanto são amadas por mim.

Por fim, queria compartilhar a última mensagem de Erin aqui, cheia de agradecimento e amor:

“Essa foi uma incrível jornada, uma jornada repleta de amor e descoberta, crescimento, intimidade, e eu não a trocaria por nada nesse mundo.
Essa jornada não poderia ser comprada, apenas vivenciada.
Estou emocionada e honrada por ter tido oportunidade de fazer esta viagem e vivê-la.
Eu tenho um pedido… que é ser lembrada.
Eu sou eternamente grata e talvez, quando eu chegar ao Céu, eu estarei lá pra receber cada um de vocês com o amor e a luz que me deram. Quero fazer sua passagem ser tão fácil quanto vocês fizeram pra mim.
O espírito chamado Jesus me deu força incondicional, amor incondicional, perdão incondicional e uma vida incondicional.
Eu desejo pra todos que ouvirem isso o mesmo amor, luz e paz interior que foram me dados.
Sou eternamente grata por cada alma que escutar isso, e que nos ajudou muito em nossa jornada.
Doug e eu, e Peyton, esperamos poder estar lá pra cada um de vocês em suas jornadas. Em nossa posição, fomos apenas permitidos receber e não dar nem perto do tanto de doação que recebemos.
Somos eternamente gratos, e nós te amamos pra sempre.
Obrigada, obrigada.”

E quem quiser ver o programa da Oprah que passou no finzinho de maio, o vídeo está ali ao lado. Está em inglês sem legenda, mas vale a pena até pra quem não entende a língua.

♥,
S.

Sempre que eu tinha dor de garganta, minha vó fazia leite com açúcar queimado. Além de ser a coisa mais docinha, mais quentinha e mais reconfortante do mundo, esse leitinho sempre me fez sentir melhor.

Está fazendo um frio absurdo aqui em São Paulo. E embora eu ame outono/inverno, confesso que sou fraquinha pra ventos e friagem. Qualquer geladinho e minha garganta já fica dodói.

Agora no comecinho de junho faz 4 anos que ela não está mais aqui. E não tem um só dia que eu não pense nela. E desde então eu não tomei mais leite com açúcar queimado.

Essa semana eu “ganhei” uma dor de garganta chatinha e resolvi arriscar. Vi no Santo Google algumas receitas, todas muito simples. Fiz a básica:

2 colheres de sopa de açúcar na panela. Espere derreter, como calda de pudim! E então joga uma xícara de leite. É lindo porque o caramelo automaticamente fica durinho. E então precisa mexer até derreter e misturar com o leite… e pronto! É só tomar bem quentinho e parece que é um abraço de vovó :)

Nem preciso dizer que já estou melhor, né? :)

♥,
S.

Estou no meio de uma turbulência!

Muito trabalho, muita bagunça, muita doença.
Mas também tem muito do que é bom: muito trabalho (esse vale pros dois!), muita viagem, muita foto!

Mas navegar é preciso e lá vou eu no meu pequeno barco, tocando a vida!

Estava loooouca pra contar um segredinho aqui mas eu me contive! E agora é chegada a hora!

Domingo eu trabalhei, depois fui conhecer o ap do meu irmão que acabou de mudar e depois fui visitar o irmão do Fê. Ele e a Bianca estavam insistindo e eu estava com saudade. Corremos pra lá.

Conversa vai, conversa vem e a Bianca diz:

- Moc (apelidinho deles!), dá logo pra ela!

e eu com a pulga atrás da orelha…

Foi então que recebi uma caixinha branca, com um laço rosa de bolinhas tb brancas. Dentro, uma cartinha e uma toalhinha de linho… e um convite pra eu ser madrinha e o Fê padrinho de consagração da Luiza!

Quem é Luiza? É a minha sobrinha que chega em agosto!!!! Ah! Que difícil guardar segredo desses que faz a gente chorar de felicidade! :)))

Eu vou ser titia messssssmo! A Luiza tá com 6 meses, forte e saudável! Mal posso esperar pra pegá-la no colo, apertar, morder e fotografar! Vem, Luiza, vem!

Querida pequenina bonequinha e sereia,
essa é a sua primeira foto que guardo com carinho.
Te espero com a máquina nas mãos e o coração cheio de amor:)

♥,
S.