Um dos meus mais queridos amigos se chama Bernardo. Ele é carioca. Não tenho amigos Bernardo em São Paulo. Será por causa dos “R”?
Quando eu ligava pro Ber, todo mundo sabia!
- PoRRR favoRRR, o BeRRRnaRRRdo está?
Só podia ser a paulistinha
Agora tenho mais um amigo Ber, mas esse é recém-chegado, ainda estrangeiro dessa vida louca nossa!
Fotografei a Mel e o Willie no começo do ano e agora voltei ao Rio pra clicar o pequerrucho.
Bebês são, definitivamente, a melhor coisa do mundo. Ainda não estou pronta pros meus, mas sei reconhecer que aquela coisinha pequena e frágil, de pele lisinha e dobras nas pernas, é motivo de muita alegria e fonte de amor.
Fotografar família é uma das experiências mais incríveis que um retratista pode ter. A gente entra na vida das pessoas quase sem querer e ganha tanto em troca. Fora que a Melissa é uma fofa, mal cheguei e já ganhei um presente de casamento LINDOOO (mostro num próximo post!). Fiquei muito contente de conhecer o pequeno e ver quanto amor existe no mundo. Precisei organizar um casamento pra “mostrar” amor. Um bebê só precisa existir.
Chega de blá blá blá e veja se você tb não ia se derreter! (e querer judiar muito enchendo de apertos e mordidas!)
Esse provavelmente será o maior relato de um casamento do mundo.
Antes de contar tudo que rolou do lado de cá, quero dizer as minhas impressões da festa, daquele 12 de junho que nunca mais vou esquecer.
Gente, o meu casamento com o Fernando foi lindo.
Lindo, perfeito, memorável, emocionante.
Todo mundo chorou, todo mundo se entregou, todo mundo espalhou amor e boas intenções sobre a nossa união.
Eu não tenho como agradecer ao universo todas as graças que me foram concedidas num único dia. O dia amanheceu chovendo depois de uma noite inteira de chuva. Mas claro que, abençoada como eu sou, o Cara lá de cima deu um jeito de fechar as torneiras. Parou de chover. Ponto. Secou o chão, firmou a terra, o vento sossegou. O palco finalmente podia ser montado.
Li por aí que casar é fácil. E acreditei. Mas não é! Casar não é fácil!
Primeiro a decisão de casar: é muito difícil! Mesmo perdida de amor, mesmo desejando aquela pessoa com todas as suas forças, não é muito fácil alinhar cérebro e coração perante a afirmativa do “até que a morte os separe”. Mas passada essa fase a gente sente uma euforia, uma alegria, uma vontade de gritar! Nuvens! Paraíso! Encontrei, enfim, meu príncipe! – mesmo sabendo que príncipes não existem.
Depois vem as milhares de escolhas: quando, onde, como, porquê… e por aí vai! Não é fácil! São muitas escolhas! Desde o começo eu preenchi milhares de checklists pra não deixar escapar nada! Mas não adianta, sempre falta ou sobra alguma coisa… afinal de contas, só casamos uma vez! E ouvimos taaaantos conselhos da mãe, amiga, sogra, assessora… que nem sempre filtramos com sabedoria as informações.
Mas o que já posso adiantar é que uma das conclusões desse nosso casamento é: SEGUIR SEMPRE O CORAÇÃO. Sempre! Quer casar de vestido azul bebê e chegar numa abóbora tipo Cinderela? Faça. É o SEU casamento. São as suas escolhas, é o seu tempo, o seu dinheiro. Quem te ama vai aceitar… e te garanto: ficará imensamente feliz de te ver feliz. E nada deixa a gente mais feliz do que a realização de pequenos sonhos.
SEMPRE vai ter gente morrendo de amores pelas suas escolhas. Sempre vai ter gente que não se importa com as suas escolhas e sempre vai ter gente que não vai gostar da forminha do docinho que vc mandou trazer do Ceará.
Nosso casamento foi 12 de junho, dia dos namorados. Pra quem me conhece, nada faria mais sentido do que casar no dia dos namorados! Sou namoradeira, apaixonada, a pessoa mais romântica que eu conheço… o dia era perfeito.
Mas a escolha da data era muito mais complexa do que isso. No meu caso, tinha que coincidir com minha agenda profissional. Fotografamos casamento o ano todo e eu queria reservar um período de 2 semanas sem ter que fotografar. Escolhi setembro, mas a data já estava ocupada. Mudei pra agosto, julho, abril. Aí vi que dia 12 de junho era sábado, não tinha casamento nem dia 5 e nem 19… peguei minha data! Marquei na agenda da empresa, avisei a Fernanda e daí seguimos pros arranjos reais do casamento! Mas acreditam que eu tive que ouvir: que sem noção casar no dia dos Namorados. Só de lembrar disso, me dá uma raiva. Desculpa, depois dos 15 anos de idade não faz o menor sentido alguém se importar com uma data comercial como essa. E a minha resposta era: poxa, dia dos namorados, com almoço de frente pro mar de graça… não podia ser melhor, né? Fora que o casamento foi cedo, 8 da noite já estava acabando… dava até tempo de voltar pra São Paulo e pegar uma fila pra jantar em algum restaurante lotado… Mas como eu disse, sempre tem gente que não entende/acata suas escolhas.
A data foi perfeita. Junho é o mês que menos chove em Ubatuba – choveu até 6 horas antes do casamento!, é um mês de menos casamentos… e calhou de ser dia dos namorados! Perfeito pra mim e pro Fê, que nos chamamos de namorados até hoje!
Escolhida a data, passamos pra onde! Pra mim, uma certeza: na praia! Eu sou da praia. Eu amo o mar. Eu queria ser a Pequena Sereia. Fazer a minha maior declaração de amor da vida entre paredes estava totalmente fora de cogitação. Mas nem tudo é simples… o lugar tem que te fazer perder o fôlego, tem que ter a data livre e tem que caber no seu bolso. Meu deus! Quantas coisas são necessárias pra tudo dar certo! No meio do caminho cogitei algumas alternativas, como casar na casa da Fê em Itu ou na casa da Marcela em Embu. Ser ao ar livre não era opcional. Mas quase deixei escapar uma das coisas mais importantes: a praia! Minha essência! E naturalmente desejei me casar com alguém que partilha o mesmo sentimento que eu perante a natureza. Queria muito que fosse em Itamambuca, a praia que é o meu lugar no mundo. Mas lá não tem casa de frente pro mar, o condomínio é cheio de regras, o hotel que faz casamentos cobra uma fortuna totalmente fora da (nossa) realidade. Uma outra amiga Marcela me levou numa prainha minúscula, linda e eu quis que o casamento fosse ali. Pensamos em alugar uma casa e fazer tudo. Mas começar do zero… convencer um proprietário a deixar 200 pessoas pisotearem sua grama verdinha… tarefa nada fácil! Eu mesma não deixaria. Quase desistimos… ai lembrei de um email que eu havia recebido um tempo antes, da Angélica lá de Ubatuba, com algumas sugestões de lugar. Um era o Areia, na praia Vermelha do Norte. Mas lá era lugar de baladinha onde passei minha adolescência tomando St Remy e caipirinha de sakê. Não era exatamente o que queríamos, embora fosse na praia. O outro lugar era Praia Brava da Fortaleza. Que diacho de praia era essa? Que eu em 28 anos de Ubatuba ainda não conhecia? Fomo lá fuçar…
Quando visitei o local da festa pela primeira vez, 8 meses antes do casamento, eu perdi o ar. Eu desci do carro e chorei. Era ali. Só podia ser ali. A data estava livre, nos conectamos com o Joel, proprietário da casa, saí de lá com uma alegria, um preenchimento que eu só entenderia completamente no dia do casamento. Mas sentir é sempre mais importante que entender (não esquece isso). Era um feriado de outubro. Visitamos a casa e voltamos pra SP. No dia seguinte o Fê tinha que trabalhar. E eu voltei pra Ubatuba com a minha mãe pra uma reunião com a Angélica.
A Angélica apareceu na minha vida através do google =). Digitei: casamento ubatuba. E lá estava – Papillon Eventos Ubatuba.
A nossa primeira reunião foi estranha. Eu tinha na minha cabeça tudo que eu queria. E a Angélica, toda fofa, querendo me agradar e eu dizendo: não quero isso, não quero aquilo. Acho que eu tava bem chatinha! Hihihi. Falei pra Angélica que eu queria muuuuito casar na Praia Brava da Fortaleza e ela disse que só poderia ser lá se fosse o buffet dela. E uma outra certeza que eu tinha, é que eu queria um buffet de SP que eu já conhecia e era MUITO barato. Aí receber essa notícia foi um balde de água fria.
A gente planejou o casamento com um custo de 20 mil reais (nem preciso dizer que gastamos mais que o dobro, né?). E esse buffet de SP, o SweetPepper, tem um cardápio de crepes delicioso que saia R$ 36 por pessoa um serviço de 5 horas. Incluia canapés, crepes salgados, doce, mesa de café e bebidas não alcóolicas. Não conheço nada parecido na relação custo x benefício. E o casamento seria à tarde, na praia… o crepe era uma ótima opção.
Voltei pra SP meio arrasada, mas não desisti. Troquei emails e no próximo feriado fui de novo pra Ubatuba conversar com a Angélica. Conseguimos um acordo! Contratei ela como minha assessora e todo o resto: bar de caipirinha, decoração festa e cerimônia, cerveja, móveis etc. A Angélica foi uma das melhores escolhas. Pela conduta, postura e sobretudo pelos abraços apertados que toda noiva merece receber! =)
Hoje não sei se seria tão chatinha na questão de levar o buffet de SP. Isso deu dor de cabeça, precisamos gerenciar compra de gelo, local pra armazenar os sorvetes do buffet…
O Buffet. A gente deu uma festinha na casa da minha mãe e eu amei o crepe. Estava no começo do namoro com o Fê e já falamos que aquela poderia ser a comida do casório! Fomos fazer uma degustação e eu lembrei de como era gostoso! Crepe é uma comida relativamente simples – o que não quer dizer que é sempre bom. Por isso não quis arriscar. E trabalhando aos finais de semana também ficava difícil ir até Ubatuba fazer degustação na Papillon. Então resolvemos rápido o buffet. Mais perto do casamento, decidir contratar uma hora extra de serviço pra antes da cerimônia. Queria servir mini sanduíches, sucos e água pra quem tivesse viajando na hora do almoço. Usei minha experiência casamentícia (adoro inventar palavra!) pra essa decisão. Já vi muita noiva atrasar e os convidados não conseguirem tomar nem um copo de água. Tudo que eu queria é que todo mundo ficasse confortável, à vontade. O buffet me cobrou R$ 800 pela hora adicional e eu topei. Aí veio o contrato corrigido:
13h30-14h30 – mini sanduiche
14h30-15h30 – intervalo pra cerimônia
15h30-19h30 – serviço de crepes e mesa de café
Como assim eu contrato uma hora a mais e tenho uma hora a menos de festa? A festa só teria 5 horas e nesse novo contrato só seriam 4! A justificativa é que as pessoas trabalham por hora e eu teria que pagar R$ 15 a mais por funcionário por hora extra. Fiquei puta! Ninguém avisou! O serviço dos crepes duraria uma hora a menos e eu pagaria R$ 800 a mais. Menos de um mês pro casamento, mais decisão a ser tomada.
Cancelei essa hora extra. Falei com a Sônia que é minha segunda mãe e mora lá em Ubatuba, se ela não faria os lanchinhos pra mim. Pão de forma, recheio de frango, de ricota (sempre pensando em uma opção vegetariana =). Coisa simples, só pra enganar a fome. Ela topou. Fui com o Fê aqui perto de casa e compramos sucos de caixinha, guaranás caçulinha e garrafinhas de água. E uma semana antes do casamento, fomos pro rio ver meu vestido e resolvi comprar 150 biscoitos globo pra servir junto com os sanduíches! A Angélica ficou encarregada de colocar as coisas lá pros convidados. Claro que sobrou um monte. Aí no fim da festa, quando o crepe acabou, voltou tudo! Sanduichinhos e biscoitos, suquinhos e água! Eu mesma não tinha comido nada o dia todo e comi lanchinhos no hotel! =)
Agora, a questão mais importante de todas: a cerimônia. Tem gente que se importa mais com o DJ. Pra mim, casamento é a cerimônia. O resto é festa. E pra mim podia até ser festa junina! Eu nunca sonhei com casamento, vestidos imensos, ser carregada no colo, receber caixas de presentes em casa. Nunca. Mas um dia eu fotografei um casamento especial em Ibiuna. A cerimônia foi Celta. Nunca tinha visto nada parecido. Fotografei e chorei o tempo todo. Decidi que se um dia eu fosse casar, tinha que ser assim.
Eu e o Fê somos católicos de família. Mas não praticamos. Como nunca sonhei em entrar na igreja com a marcha nupcial, casar na igreja não fazia o menor sentido. Comecei então os contatos com a Bia, quando a data ainda era agosto. Depois mudei pra junho e ela disse que tinha a data tb. Poucos meses antes do casamento, ela disse que não tinha como fazer o casamento, que ela tinha uma viagem que não dava pra mudar. Fiquei arrasada. Como eu disse ali em cima, casar não é nada fácil! São muitas emoções de todos os tipos. Mas ela disse que tinha uma tia, a Pimpa, que poderia realizar a cerimônia. A Bia faria todo o processo e a Pimpa seria a celebrante. Fizemos uma reunião, conhecemos a Pimpa e pronto. Resolvido. Eu não abriria mão dessa cerimônia por nada desse mundo.
Contato:
Beatriz – Casamento Celta
11 7337-6706
beatriz@casamentocelta.com.br
http://www.casamentocelta.com.br
A Bia faz um trabalho lindo, eu chorei em todas as reuniões! Ela faz um mapa astral dos noivos, fala da união, desenha a cerimônia em cima dos elementos naturais que regem os noivos. No meu caso – a água, CLARO! E o Fê, o ar. É tudo muito intenso e personalizado. A cerimônia deixa de ser o momento óbvio do SIM e vira um processo de descobrimento de si mesmo e de vivência desse amor que leva um casal a percorrer tudo isso juntos. Eu recomendo pra todo mundo! =)
Mas aí vem a escolha dos Dagdas – seriam padrinhos que trazem benção através da palavra (textos de próprio punho) e dos padrinhos, que trazem oferendas pro casal. É difícil. A gente quer contemplar os queridos sem deixar ninguém de fora. Eu decidi por não chamar ninguém da família pra ser padrinho. Tio é tio, irmão é irmão. Família já tem laço indestrutível e, na minha opinião, já tem o dever de zelar pelo nosso amor. Então preferi convidar amigos que fazem parte de quem eu sou. O Fê quis chamar o irmão dele. Fiquei feliz que os meus entenderam que não seriam chamados e nem por isso eram menos importantes. Pelo contrário. Meus irmãos são meus reais pilares. E isso eles já sabem. A minha melhor amiga do mundo queria fotografar (e eu queria que ela fotografasse!!!). Mas aí já era uma pessoa importante a menos.
Mais uma vez: como é importante seguir o coração. Não convidamos ninguém por obrigação.
A cerimônia foi incrível! Meu melhores amigos, Rafa e Dante fizeram textos lindos! A Jaque entrou com o Sushi e as alianças! Foi demais! Meu cachorro é o melhor do mundo! E a Jaque vê o amor como eu. Falou coisas lindas. Nossos padrinhos trouxeram elementos lindos pra nossa casa e a Marcela e o Cadu nos trouxeram nossas cartas de amor.
Esse é o ponto alto pra mim: quando os noivos lêem o que um representa na vida do outro. Todo mundo sabe q eu sou a emoção do casal. A criativa, a poetisa… minha cartinha ficou fofa e verdadeira. E só. Já a carta do Fê… meu, foi a coisa MAIS linda que eu já vi na vida! As coisas que ele me disse. Na frente de todo mundo! Eu sou a mulher mais feliz do mundo de ter encontrado esse magrelo! Foi surpreendente e emocionante. Aqueles segundos dele lendo a carta, fizeram valer cada lágrima que eu derramei ao longo do caminho. Cada tristeza, cada suspiro, cada centavo e minuto investidos. Naquele momento, tudo que eu tinha e queria, era AMOR.
Mas confesso que a Bia fez falta. A Pimpa falou tudo muito bem, mas se perdeu algumas vezes, não deixou a Luiza falar, se atrapalhou com as alianças, que é um momento simbólico muito importante. Fiquei chateada porque a cerimônia era realmente a coisa mais importante. Mas nada que tenha atrapalhado a experiência dos convidados com esse tipo de ritual. Mas eu sabia das coisinhas que iam dando errado. Não precisava, né? Mas já foi e foi tudo lindo.
A lista de convidados - todo mundo fala que fazer a lista é a parte mais difícil do casamento. Concordo. Envolve tanta coisa, tanta gente… então, minha sugestão é você decidir logo no começo os limites que selecionarão os convidados. Se a festa é paga pelos pais, se você faz parte de uma classe alta da sociedade e não dá pra fugir de protocolos, provavelmente a lista vai ser gigante e no dia você mesma não vai conhecer nem metade das pessoas. Agora se você e o noivo estão pagando cada centavo – nosso caso – digo com convicção: não precisa de política. Convide quem você quiser e apenas quem você realmente quer abraçar no dia do casamento.
Eu tenho muitos amigos, muitos mesmo. E gosto muito de muitos. Mas nosso primeiro fator limitante foi o espaço: o lugar era pequeno, lotação máxima de 200 pessoas. Então nos prendemos nesse número. inicialmente eu desejei um casamento pra até 100 pessoas. Mas ao listar família, de primeiro grau, gente próxima mesmo, deram 75 pessoas. Então trabalhamos com o número 200. Tivemos que riscar muita gente, mas também não deixei de convidar as pessoas queridas que participam do aqui e agora da nossa vida. Aos pais, demos alguns convites para os amigos. Conversei com o F6e e outro fator pra ajudar a decidir é que seria legal que os convidados fizessem parte da nossa vida juntos de namorado. Sempre tem aquele amigo de infância que vc não fala mais tanto, mas ama muito e que vc quer que esteja lá! Claro! Mas pensar assim ajudou a filtrar um pouco.
Inevitável passar por gente dizendo: vc não vai me convidar? Teve gente que atormentou querendo ser convidada, foi convidada e não deu presente e não foi no casamento. Vai se f****! Cada convite que eu fiz me roubou horas e mais R$ 12! Infelizmente a gente só aprende errando… tinham muitas pessoas que eu queria ter convidado e não chamei.
Por isso eu digo e repito: não precisa de política nem educação. Chame pessoas que vc ama, pessoas que fazem parte da sua vida, história, que mudaram alguma coisa em você e que te trouxeram até aqui. Quem já casou sabe como é. E quem não casou, se um dia for casar, vai entender.
RSVP - brasileiro é f***, né? ô povo ruim de confirmar presença. Acho que só quem casou confirmou! E nem todos os casados confirmaram! Gente, os custos TODOS de casamento são feitos em cima do número de convidados. Comida, bebida, lembrancinha. Eu queria dar Havaianas, ainda bem que não comprei. Ia jogar fora mais um monte de reais preciosos. Infelizmente não contratamos nenhum RSVP ativo. Tínhamos apenas o do site do iCasei. No convite ia uma tag anexada com o endereço do nosso site e embaixo “lista + RSVP”. Se fosse casar de novo, colocaria no convite: confirmação obrigatória até dia tal – uma semana antes. E contrataria uma empresa pra ficar responsável de ligar pros convidados. Dá raiva pensar que pagamos o buffet pra 30 pessoas a mais. A época do casório é tão apertada… E tem que confirmar tanto pra sim como pra não! Mas é a nossa cultura, né? Claro que imprevistos acontecem e alguém que confirmou não vai e alguém que não ia aparece. Mas se as pessoas se comprometessem a confirmar, as perdas seriam muito menores.
Nosso site - Não divulguei aqui o endereço, né? Comprei um domínio fofo e fiz um micro site pra gente: http://www.amorliquido.com.br/
Lista de presente - Como já moramos juntos, temos bastante coisa. Então optamos por uma lista de presentes virtuais pra poder receber dinheiro dos convidados. Minha mãe acha feio pedir dinheiro e deve ser mesmo. Mas tentei fazê-la entender que os tempos são outros, que a gente teve que pagar tudo sozinhos, que o Fê é assalariado e eu não tenho nem férias e nem 13º… Aí inventamos coisinhas bonitinhas como final de semana na praia e poupança e pedimos cotas de dinheiro. Foi uma idéia muito feliz, eu diria. Fizemos no site do iCasei. Lá consegui agregar mais informações que ficaram faltando no site principal. Também fizemos uma lista pequena na Fast Shop pra quem não se sentia à vontade pra dar cota. E pedimos coisas que realmente queríamos. Foi bom também. Agora é hora de resgatar e não sabemos se ficamos com os presentes pingados ou trocamos pela super máquina de lavar e secar que não ganhamos de ninguém. Eu tô falando que são muitas escolhas!
Contato:
iCasei
http://icasei.com.br/
Fast Shop
http://www.fastshop.com.br/
O convite - Quando eu digo que fiz tudo do casamento, não é modo de dizer não. É verdade! Ano passado eu já tinha feito os Save the Date. E esse ano eu resolvi fazer os convites! A arte foi feita por um artista americano, August Kreowski. Mandei o texto pra ele e falei um pouco de como seria o casamento. E ele me devolveu um desenho lindo. A idéia original era fazer uma ecobag com o desenho pra ser o convite. Mas ficamos apertados de tempo e resolvi fazer no papel mesmo, que eu poderia fazer em casa a qualquer hora. Então eu fiz o layout, imprimi, cortei, colei, passei fita, pendurei chavinhas. Eu e meu exército de amigas e mãe. Gastamos quase 1 semana pra fazer os 110 convites. Mas valeu a pena, fiquei MUITO feliz com eles! Já indicavam como seria a nossa festa! Do lado de trás, usamos um daqueles etiquetadores antigos pra fazer a fitinha preta com o nome dos convidados em relevo branco. Ficou charmoso e barato!
Comprei o papel amarelo e a fita duplaface na Kalunga, as fitas e as chavinhas comprei na 25 de março, o papel branco e o papel marrom canelado comprei na Operação Papel.
Imprimi tudo na minha Epson Stylus Photo T50.
O meu vestido - desde que decidi casar, já sabia que seria ela: Fafi Vasconcellos! Conheci a Fafi anos atrás, fotografando as festinhas da sobrinha dela! Depois fizemos uma deliciosa parceria nas fotos de moda e eu sempre soube que seria ela! Ano passado ela casou e eu fotografei! Esse ano foi minha vez de receber o talento dela no grande dia. E foi uma das partes mais gostosas do processo! O vestido é a única coisa que a noiva faz dela pra ela mesma. É um carinho, é o embrulho do presente! O Vestido representa a pureza, a entrega, a feminilidade! E eu que nunca tinha sonhado em me vestir de noiva, vivi intensamente o processo! Mandei uma foto da internet pra Fafi, com o tipo de vestido que eu queria. Ela me mandou 3 desenhos, eu escolhi, ela fez a telinha, me apaixonei, prova, prova, prova, escolher tecido, fita, tule, horas e horas da Maria costurando… e voila! O vestido mais lindo do mundo!
Fazer um vestido também me fez entender melhor os custos. Não é apenas um vestido de festa branco. Pode até ser! Mas alugar um vestido ou ter um feito só pra vc por um estilista, é algo muito especial. Primeiro a escolha do tecido, sempre natural e nobre. A Fafi recomendou uma seda mais estruturada, escolhemos o zibeline. O preço do tecido é uma facada! Acreditam que tem renda que chega a custar R$ 800 o metro? O meu vestido curto foi ótimo até nesse aspecto! Economizei uns metros de tecido =)
Fora isso, são horas e horas criando, modelando, cortando, custurando, ajustando…
É uma escultura viva, já que se movimenta junto com a noiva.
O meu vestido ficou perfeito, como sonhei! O dia que peguei o vestido pronto foi um dos mais emocionantes! Eu recomendo ter um vestido desenhado especialmente pra você, respeitando a beleza do seu corpo. Rafaela! Obrigada, mil vezes obrigada!
Aqui está:
Mesmo com o braço gordo, apostei no meu colo bonito e fui de tomara que caia. A Fafi desenhou esse decote em coração que eu amei, amei! O vestido era bem justinho em cima e abria abaixo da cintura, acompanhando a minha “bóia” (gordurinha maldita que não sai de mim). Pra abrir, a Fafi fez a saia rodada, linda, linda! E eu quis uma saia de tule que eu não sabia bem que cor. Quando fui na loja dos tules, me apaixonei pelo preto – que por acaso é a minha cor!
O sapato - eu queria que fosse lindo e parecido comigo. E não cogitei nunca nunca usar sapato branco. Mas acho que os acessórios são assim: a gente imagina o que quer e nunca acha. Mais uma vez o problema do inverno. Queria um sapato beeem colorido. Mas coleção de inverno… já viu, né? Vermelho e marinho. Às vezes cinza. E quase tudo em couro ou veludo. Pouca opção em cetim. Mas de repente, você bate os olhos e é aquele! Comigo foi assim. E quando encontrei esse… eu cai de amores! O salto era pequeno, tinha uma flor enorme na ponta e era preto! E também foi um preço justo numa sandália que poderei usar bastante. Sapato da Empório Naka Shopping Market Place.
Contato:
http://www.emporionaka.com.br/
A roupa do noivo - queria que tudo fosse fácil como decidir a roupa do noivo! hihi! O Fê, ao contrário de mim, é bem tradicional. Eu adoraria ele de all star, terno justinho… mas ele disse que queria estar de terno, sapato. Gostei! Porque mesmo casando na praia, eu não queria aquela coisa de todo mundo de branco, o noivo de bata… queria só um casamento na praia! Então melhor o noivo arrumado do que largado! Além disso, ao optar por um vestido de seda, a roupa do Fê precisava estar à altura, né? Nos blogs gringos, vi muitos noivos só de colete, camisa e gravata, sem o paletó. E amei! Achei arrumado e descolado sem forçar a barra, sabe? Fiz a proposta e o Fê adorou! Difícil foi achar um terno um pouco mais claro porque já estavam nas vitrines as coleções de inverno: ternos bem escuros e bem pesados. Entramos em muitas lojas e achamos um terno cinzinha completo – ah é, achar terno completo tb não foi muito simples.
O Fê provou, mas magrelo e alto como ele, o terno precisou de ajustes. Infelizmente a grana não dava pra um terno sob medida. Mas comprar nessas lojas que fazem os ajustes é uma mão na roda. Pedi pra acinturar o colete, afinar as pernas da calça e ficou tudo perfeito. O Fê ficou lindo – ele é lindo! (L)
Aqui está:
Meu marido veste tudo Vila Romana, sapato TNG e gravata fininha – que eu amo! – Ellus.
O buquê - um belo dia, navegando na interneis… dei de cara com um buquê de algodão. Eu vi e apaixonei! Nunca fui de morrer de amores por flores. Gosto mais delas na fotografia do que no vaso. Aí encanei nesse buquê. Fora que algodão e inverno tem tuuudo a ver! Fucei internet, fui atrás de produtor, me desesperei… um mês antes do casamento, fui com a Fê no Ceasa comprar flores pro chá de cozinha. E adivinha? Tinha uma senhorinha japonesa com 4 galhos de algodão! Acho que depois do casamento, aquele foi o dia mais feliz da minha vida! hahahaha! Foi um sonho virando realidade. Dei pulinhos e gritinhos – literalmente. Passei a manhã toda com sorriso de lado a lado. E não é que esses galhos resistiram bravamente esse mês e viraram buquê na noite anterior ao casório? Fiquei feliz e orgulhosa de mim! Algumas vezes já tive que fazer buquês pras noivas – vcs nem imaginam cada coisa que acontece… – tava confiando na minha habilidade de agrupar “flores” =) o mais legal de tudo é que como o buquê é sequinho, já faz 2 semanas que casei e ele tá aqui lindinho!
Olha ele, olha ele!
Na sexta-feira à noite, eu e a Fê ficamos selecionando os tufinhos mais lindinhos. Mas foi feito bem caseiro, quebrei os galhos na mão mesmo. Como sou pequena, o buquê tb tinha que ser. Depois de separar as bolinhas mais bonitinhas, comecei a montar de dentro pra fora, tentando manter a forma circular. E só. No final amarramos com fita de cetim preta, a mesma usada nas costas do vestido.
O vídeo – Antes de marcar a data do casamento, eu encontrei o blog dos meninos da Califórnia. Assiti e chorei. Mostrei pra Fê e chorei. Mostrei pro Fê e chorei. Alguém que consegue falar direto com meu coração não podia ficar de fora. Na verdade, num dia qualquer, com empurrão da Fê, mandei um email pra eles… meio como quem não quer desistir sem ter tentado. Pedi um orçamento e eles responderam: ah, que legal! A gente vai e pode ficar na casa de algum amigo seu. Eles foram tão fofos e o preço era tão barato! Na época, me cobraram US$ 2500. Era o preço de um vídeo aqui em São Paulo. Claro que tinha os custos de passagem, hospedagem, comida… Mas todo mundo incentivou, pensei que poderia ganhar de presente milhas de alguém, a Luana me sugeriu fazer uma rifa pra ajudar a pagar… e eu sabendo que o universo conspira a favor dos bons, me joguei! E não é que eu estava certa? Numa discussão sobre vídeo de casamento, uma noiva blogueira – Jane – estava perguntando de boas opções e a Fê comentou o blog sugerindo meus queridinhos. E a Jane fechou com eles! E o casamento dela foi uma semana antes do meu! Conseguimos dividir custo de passagem. Pensei em todas as escolhas simples que eu fizera até ali, em tudo que abri mão… mas de imagem com qualidade eu não podia abrir. E a opção era esse vídeo ou nenhum outro (hoje eu teria mais uma opção: Bruno e Goy, que trabalham pra mim e pra Fê complementando nosso trabalho com vídeos lindos e emocionantes! Mas eles só existiram na nossa vida bem depois dessa decisão!). No começo o Fê achou um pouco exagerado. Minha mãe também não entendeu. Até que chegou o dia. E no final da festa, depois do Ben passar mais de 3 horas trancado numa salinha, eles projetaram o teaser do casamento. E foi a coisa mais bonita que eu já vi na vida. Com uma música emocionante, composta pelo Andrew. Olhei pra minha mãe e perguntei: entendeu agora? E ela disse que sim.
Fora o talento desproporcional desses meninos, eu me apaixonei por eles. São pessoas incríveis, amáveis, divertidas… dois moleques aprontando em terras gringas!
Numa das minhas sessões de terapia a Dé me falou: imagina você daqui um ano, com 5 mil reais na conta… você nunca vai ser perdoar de não ter trazido. E ela estava certa. E o vídeo vai ser a lembrança viva mais linda de todas. Com som e movimento do mar. Eu amo fotografia mais que tudo. Mas são belezas e lembranças tão diferentes, tão complementares. Na dúvida, fique com os dois! =)
Aqui está o teser mais lindo, do casamento mais lindo:
E aqui eu e o Andrew, indo pra cerimônia! Foi amor à primeira vista com esse menino. Já estou morrendo de saudade =/
Contato:
Ben Potter e Drew Barefoot – Cana Video Production
info@canavp.com
http://www.canavp.com/
As fotos- virei fotógrafa de casamento porque não tive opção: as pessoas começaram a pedir e assim foi. Mas foi por causa da Rafaela Azevedo que eu acreditei no trabalho, que eu fui atrás dessa carreira e que eu tento até hoje ser melhor e melhor. Depois que entrei para o meio, passei a namorar as fotos dela sonhando com as fotos que ela faria no meu casamento! Assim que marcamos a data – inicialmente em agosto – pedi o orçamento pra Rafa. Mas o valor – totalmente justo – estava alto pro orçamento que tínhamos pra tudo. Era 35% do que pretendíamos gastar na festa. Infelizmente perdi a Rafa. Mas ganhei a Fê. Eu queria MUITO que a Fê fosse convidada. Queria ela dagda da minha cerimônia. A Fê não é só minha melhor amiga. Ela é responsável por quem sou hoje. E não faria sentido ela trabalhar no meu dia. Mas ela queria e eu confesso: também queria! As fotos da Fê são lindas e eu já estava com invejinha das noivas que tiveram ela. Como minha festa foi bem sossegada, acordamos que ela faria a cerimônia e ficaria livre na festa pra ficar com o marido, comer crepes e brigadeiros =) E assim foi! E assim eu recebi as fotos mais lindas que alguém pode ter. Gente, eu fiz TUDO pensando em foto. Então fotografar meu casamento tb foi um presente. Estimulei o olhar de todo mundo. O cenário, os detalhes, a luz… tudo estava lá pra ser fotografado. E fico muito feliz que a Fê tenha registrado tudo com o olhar incrível dela.
Contato:
Fernanda e Sharon Fotografia de Casamento
http://www.fernandaesharon.com.br
http://www.fotografiadecasamento.blogspot.com
As fotos 2 - Vamos lá! Como os caras do vídeo vinham até aqui filmar meu casório e eu e a Fê estávamos treinando dois meninos fofos pra filmar pra gente, tive a brilhante idéia de fazer um workshop de vídeo em SP na semana do meu casamento – eu sou doida mesmo! Os meninos se empolgaram e o projeto ficou real. Mas eles quiseram trazer junto Cameron Ingalls, fotógrafo de casamento lá da Califórnia, que trabalha sempre com eles e que já deu muitos workshops – inclusive com José Villa, um dos fotógrafos mais incríveis que já passou nesse planeta. O combinado ficou que o workshop pagaria pela passagem do Cameron e ele faria fotinhos de graça pra mim. A princípio relutei porque fotógrafos podem ser bem estranhos e com egos bem grandes. E a fotógrafa era a Fê. Mas depois conhecemos o cara no skype e já adoramos! Divertido, jovem, bacana e com um olhar beeeem gringo. O Cameron foi uma grata surpresa. Fez imagens lindas e o trabalho dele completou o da Fê.
As fotos 3 - como sou fotógrafa… muitos convidados eram fotógrafos talentosos munidos de câmeras! Então além das fotos da Fê, tanhos registros maravilhosos de Tainá Azeredo, Giselly Gonçalves, Luiz Gustavo Gonçalves, Gustavo Gaiote, Danilo Siqueira, Néia Santos, Habacuque Lima e Roberto Guglielmo. Esqueci alguém? =) Já decidi que com as fotos deles farei um álbum fotolivro com o nome do fotógrafo e as fotos mais lindas. Vai ficar demais!
A maquiagem - ganhei de presente da Fê e posso dizer que foi um dos melhores presentes que se pode ter. Meninas, não deixem pra decidir isso em cima da hora. A maquiagem é fundamental pra vc se gostar nas fotos depois. E não abram mão de fazer um teste antes da data. Porque explicar maquiagem não é fácil. Procurem fotos do que vocês querem, imprimam e mostrem ao maquiador. Aceitem sugestões mas sejam firmes naquilo que vocês querem. Eu AMO olho preto. Mas todo mundo fala que diminui o olho e eu tenho olho pequeno. Também tinha a questão do casamento ser de dia. E eu pergunto: e daí? Eu gosto, meu marido gosta e pronto! Sinceramente, minha maquiagem e meu cabelo ficaram espetaculares. Perfeitos. Dignos de diva do rock! E eu olho as fotos e amo! E me acho linda! Mais linda do que nunca! A Fê contratou a Pontuale que tem um trabalho incrível. Quem me arrumou foi a Martha. Talentosíssima. Mesmo com a umidade e a maresia, meu cabelo e maquiagem chegaram inteiros no fim da festa. E confesso que meu olho preto durou até o dia seguinte pro trash the dress! Então mais uma vez a gente tem que fazer o que quer. Tem noiva que não gosta de maquiagem. Então não tem que fazer nada demais! Só uniformizar pele, um rímel, sombra neutra clarinha, batom clarinho… tá certa! Eu amo maquiagem, eu amo preto e aqui está:
Gente, desculpa a falta de modéstia… mas eu fiquei maravilhosa! hahahaha! E eu desejo isso a toda noiva! É nosso dia, a gente passa por tanta coisa pra realizar um casamento… o mínimo que podemos fazer é contratar alguém que ressalte nossas belezas, que saiba valorizar nossos traços e, acima de tudo, nos ajude a realizar nosso sonho. Essa make pra mim era um sonho. Fê, obrigada por me dar um presente que eu não daria pra mim mesma. Fez toda diferença!
A grinalda - eu vi umas lindas no Etsy e quis todas desse site. Mas o vestido já tinha detalhes em preto, o sapato seria colorido… não queria que ficasse exagerado. Então passei de plumas a uma fitinha. De fitinha pra flor branca de tecido. Eu fui categórica em muitas decisões. Mas a grinalda eu deixei a vida me levar. Acabei comprando algumas opções de flor, variando forma e tamanho e usei a que mais combinou com o penteado. Gostei taaaanto do meu cabelo, que a flor foi parar lá atrás! =) As flores que comprei eram uma da Renner, uma da Great Story e a grandona que usei era da Glida.
Olha como usei a flor:
Contato:
Glida – Shopping Morumbi
11 5189-4955
O esmalte – Como optei por todos acessórios preto ou branco, achei que podia adicionar um pouco de cor ao meu dia usando um esmalte bem colorido! Inicialmente ia usar o esmalte preto que eu amo, mas arrisquei e usei o Puro Glamour da Colorama. Acho que foi uma decisão acertada!
A Fotocabine – eu já disse que a fotocabine é genial? Foi o sucesso da festa! Minha festa foi bem devagar, a pista quase não rolou, o clima era outro. Mas além de comer e beber, o povo se divertiu entrando na cabine e fazendo muitas fotos! Acho que é um investimento certeiro. Porque é divertido, já é lembrança do casamento – os convidados levam uma cópia da foto pra eles, e é recordação, porque a noiva recebe um álbum com uma cópia de cada foto da noite pra levar pra noite de núpcias! É incrível! Estou sem nenhuma foto aqui do casamento, mas eu tinha essa com o Fê:
Eu sou fã de carteirinha. Ainda vou ter uma fotocabine na sala de casa!
Os docinhos - cansei daqueles transfers com noivinhos desenhados. Só não cansei daqueles brigadeiros brancos com uva verde dentro =) Pena que fiquei sem esse. Mas desde sempre, minha mãe faz os brigadeiros dos nossos aniversários. E gente, juro pela ilha de açúcar, são os melhores brigadeiros do mundo! Teve gente que comeu 28 brigadeiros! hahaha! Assim como os bolos, os docinhos de casamento são muitas vezes mais bonitos que gostosos. E dá uma dó… pagar R$ 2 por um doce que as pessoas nem vão se apaixonar. Açúcar é a melhor coisa da vida! E eu acho que a gente tem que servir os convidados com aquilo que sentimos prazer em comer. Esses brigadeiros são minha história. Estiveram no nosso noivado e agora no casamento! Coitada da minha mãe que teve que cozinhar sei lá quantas latas de leite condensado! Tinha brigadeiro preto, branco, rosa e de pistache. Sucesso total!
Os cupcakes - quando decidi não ter bolo, decidi e pronto. Mas o tempo foi passando, a gente não pára de inventar moda até o último minuto. A Fê encomendou os mini cupcakes pro meu chá de cozinha. E eles me lembraram do quão deliciosos e lindos são os cupcakes da Fia do Céu! Aí não resisti! Nada de cupuaçu com lima da pérsia. É baunilha, chocolate, pão de mel. Recheio de ganache de chocolate, doce de leite, brigadeiro. Simples e apaixonante! Fora que são lindos e ajudaram na composição da mesa! E os preços são os mais justos do planeta! Nada de pagar R$ 6 reais um bolinho que o povo às vezes come metade e joga fora o resto. Fiquei muuuuito feliz de ter os cupcakes na minha mesa de bolo! (que não tinha bolo!)
Ah, e a Katia aceita encomendas pra qualquer ocasião. Não precisa esperar pra casar!
Contato:
Fia do Céu – Kátia
11 5666-8955
fiadoceu@fiadoceu.com.br
http://www.fiadoceu.com.br/
Os pães de mel - substituíram o bem casado. Eu AMO bem casado – e recomendo o da Ana Cristina aqui em São Paulo. Mas o Fê não gosta e achei justo deixar ele tomar alguma decisão! Apresentei pra ele o mini-pão de mel que minha amiga faz e ele amou! Pronto! Era isso que daríamos pros convidados levarem pra casa. A Ju faz um pão de mel um pouco maior que um bombom alpino. Só que dentro é pão de mel, doce de leite e uma casquinha de chocolate deliciosa. Sério, é um dos doces mais deliciosos que já provei! E eles vieram embalados em celofane como bala. Simples, bonito e muito gostoso.
Os cheesecakes - Gente, eu AMO bolo. Amo, amo, amo. Mas eu gosto de bolo molhado, melecado… Eu acho os bolos de casamento atuais as coisas mais lindas do mundo! Mas eu realmente não entendo o porquê de ter um bolo de mentira pra tirar foto. Pra quê, meu D? Os casamentos acabam parecendo mais com teatro do que com festas que celebram a união de duas pessoas. (gente, é a minha opinião, tá? Opinião de quem já foi em mais de 100 casamentos) E quando são verdadeiros, muitas vezes não são servidos, porque a festa passa correndo, cheia de sobremesas e doces e nem lembram do bolo. E quando servem… a maioria é ruim! Seco! Então decidi que não queria bolo lindo de pasta americana. Nem verdadeiro, nem cenográfico. Queria aquele bolinho de coco molhado que vem embalado em papel alumínio, sabe? Hummm! Aquilo sim é bolo bom! Só abri mão da idéia quando a senhora Luana Azeredo, fazedora dos melhores cheesecakes do mundo, passou a atender casamentos! Eu queroooo! Foram 2 cheesecakes incríveis de chocolate branco com cobertura de groselha! No final da festa o povo avançou no cheesecake! O buffet já tinha levado os pratinhos embora e eu servi todo mundo na mão. Como é bom estar entre amigos e com comida boa! Por que o mundo não parou ali? =)
Contato:
Luana Azeredo
luana.azeredo@uol.com.br
http://100cheesecakes.wordpress.com/
A almofadinha da aliança – O meu golden maravilhoso, Sushi, entrou com as alianças. E pra isso foi preciso uma almofadinha bem linda pra prender nossos anéis. Foi a Cida, mãe da Fê que fez pra mim. Só dela ter feito, já seria muito especial. Mas a Fê deixou ela usar um pedaço do tecido de vestido de casamento dela! Ahhhhh! Que lindo! Pena que não tenho foto aqui da almofadinha! É uma seda com uns dragões chineses em relevo, muito sutil e forte ao mesmo tempo. É lindo!!! Essas coisinhas são sempre as mais gostosas do casamento!
As alianças – Como a grana ficou pouca, casamos com as mesmas alianças do noivado. Elas só tomaram novo banho e ganharam polimento. São de ouro branco, foscas. A do Fê com 4mm de largura e a minha com 2mm. A minha tem tb um diamantinho. Fizemos no Gem Facets no shopping Morumbi há um ano. Eu escolhi meu modelo parecido com um da Vivara – um solitário – e depois fizemos a do Fê sem o brilhante e mais grossinha. Dentro gravamos a data do casamento e, ao invés dos nomes – nunca nos chamamos pelo nome, Bb. Fiquei feliz! Fiz uma foto na lua de mel (estão amareladas pela luz!):
A dança - eu queria uma dança! Tem sido a coisa mais legal dos casamentos que fotografo. É muito gostoso ver gente apaixonada dançando! Mas como tudo que eu faço, foi nos 45 do segundo tempo. A Gi, que trabalha comigo, namora o Danilo que é… professor de dança! Escolhi a música – Can’t take my eyes off you, na versão de Damien Rice – mostrei pra ele. Em um final de semana ele coreografou e em 3 aulas aprendemos os passos! Claro que não executamos perfeitamente, mas nem eu e nem o Fê nunca tínhamos dançado! Foi mágico e divertido ensaiar os passos, a cumplicidade, o romance… o melhor de tudo? O Fê gostou mais do que eu das aulas! E me deixou a promessa de que vamos continuar! Fiquei MUITO contente de ter levado adiante essa idéia doida. No dia do casamento, fomos ao local e ensaiamos por 40 minutos. Música tocando no iphone, o pessoal da decoração trabalhando e a gente lá ensaiando. Foi tão bom! Essas pequenas coisas que a gente faz e leva pra sempre, sempre valem a pena.
O Dan encheu a coreografia de passos bonitos pra foto =) E olha ele ali atrás vibrando com a gente! Que lindo! =)
E fala se essa saia rodada não precisava girar? Ah, precisava!
O hotel - Fiz o “dia da noiva” (cabelo, maquiagem e mão) no Hotel Água Doce, que fica na estrada. Charme zero, diversão 10! O hotel é esses lugares de veraneio, preparados pra receber famílias com crianças. Como o nome diz, ele é cheeeio de piscinas de água doce! Toboáguas, tirolesa, piscina aquecida, touro mecânico, sinuca… E era o único hotel com mais de 8 quartos pertinho do casório. O serviço é ubatubense, mas fomos bem tratados e o café da manhã estava delicioso! =) Imagine que eu e o Fê chegamos pra “noite de núpcias” e o quarto estava uma zoooona! As minhas amigas, mãe e sogra se arrumaram no meu quarto… quanto glamour pós casamento! Mas valeu à pena pq no domingo pudemos disfrutar mais um pouquinho da companhia dos convidados que se hospedaram lá! Foi uma escolha prática e óbvia. Não me arrependi.
Contato:
Hotel Água Doce
http://www.aguadocepraiahotel.com.br/
Os fogos de artifício - quando soube da possibilidade de ter, eu disse: Eu quero! Depois, com a grana apertando, pensei que era algo dispensável e quase não tivemos. Tinha pacote de 4 minutos e de 2. Ficamos com 2 minutos e foi suficiente pra iluminar a noite! Foi tão liiiindo e emocionante! Fiquei muito feliz de ter mantido esse mini-luxo no casamento. Fiquei imaginando que horas todo mundo levantaria pra ver luzes coloridas no céu. E a Angélica sugeriu: que tal depois da dança? Foi demais! Todo mundo tava em pé na pista… foi o momento perfeito. Agora, com a mente mais tranqüila pra pensar, todo casamento deveria ter! Fogos de artifício são usados pra comemorar! São símbolo de ano novo, vida nova! E casamento é isso, né? Data de nascimento de uma vida nova, de uma família nova.
A decoração - a decor foi toda feita na mão. Muitas idéias soltas juntas. E meu álibi de dizer que a minha decoração tinha sido feita pelo melhor Cara de todos! Afinal, eu tinha uma praia selvagem de pano de fundo! A cerimônia ficou por conta da Angélica e sua equipe. Escolhi as flores, escolhi os cestos baixinhos. Não gosto de arranjo alto que fica na frente dos convidados. Então eram cestos rústicos baixinhos no caminho, uma mesa de madeira e um arco de flores e folhas. Eu amei esse arco!
Já a decoração da festa foi toda dirigida por mim. Juntei potinhos durante muitos meses pra que eles fossem usados como vasinhos. Garrafinhas de suco, água mineral, potes de geléia, molho pesto… latinhas coloridas, passarinhos, chavinhas…
Vamos por partes!
A árvore do casamento - achei nos blogs gringos e amei! Fiquei um ano com a idéia na cabeça! Numa das idas à 25 de março, comprei as almofadinhas de carimbo em 3 tons de verde. Na verdade eu queria usar carimbeiras vermelhas e rosa, pra parecer uma cerejeira, mas o Fê achou gay =/ Depois achei essa menina salvadora no Etsy, já que eu estava com nenhum tempo pra desenhar o tronco. Ela vende o PDF da árvore que você recebe por email e manda imprimir! Eu comprei esse aqui, indicado pra casórios com 100 a 199 convidados. recebi por email e fiz umas modificações no layout, mudei a fonte, a cor e imprimi quadrado ao invés de retangular. Levei pra imprimir na Alphagraphics, que é uma gráfica rápida. Depois levei o desenho na Molduraria Plutão que é perto do meu trabalho. Expliquei pra ele que queria uma moldura tipo porta-retrato, que eu pudesse abrir e fechar. Assim, o desenho ficaria por cima do vidro pra que pudessem carimbar e no fim da festa, era só abrir e trocar o vidro de lugar! Foi tão prático que já está pendurado aqui em casa!
Contato:
Loja na Etsy
http://www.etsy.com/shop/lovliday
Alphagraphics Berrini
11 5105-5696
http://www.alphagraphics.com.br/
Molduraria Plutão
Rua França Pinto, 140
Vila Mariana – Sao Paulo – SP
11 5084-1547
Os tsurus - Tem a lenda que diz que dobrar 1000 tsurus garante um desejo realizado. Esse foi meu propósito. Na última contagem, estava com pouco mais de 900 tsurus. Acabei parando de contar e acreditando que a intenção era mais importante que um número. Aprendi a dobrar vendo vídeos no youtube – alguns muuuuito ruins. Depois fui na liberdade comprar os papéis de origami. Comprei de muitas cores e padronagens, comprei pequenos e médios. A fê, a Tainá e o Fê foram meu principais aliados nessa terapia que é fazer tsurus. Eu amei! É um momento que você concentra nas dobras e esquece o resto do mundo… e vou dizer, valeu cada dobrada. Só de papel, gastei R$ 150. Com os grandes, fiz cortinas no fio de nylon e presos em cabides. Os pequenos decoraram garrafas e colocaram um sobre cada guardanapo.
Pequenos objetos – Preciso explicar que as coisas terem significados pra mim é muito importante. Muito mesmo. Sempre trabalhei com símbolos nas minhas produções fotográficas, é um jeito de dizer coisas através de objetos. E foi assim que eu queria que fosse o meu casamento. Nessa foto que está aqui embaixo. Tem aquele bule de metal com uma árvore desenhada. Ele sempre ficou na cozinha da minha mãe como objeto de decoração. Ficava perto do rádio que minha vó escutava todas as manhãs. E dentro desse bule a gente guardava pequenas coisas aleatórias que eram encontradas. Como botões, bolinhas de gude, pequenos papéis… eu sempre gostei daquele bule. Atrás da caneca de metal (que eu comprei pra fazer companhia ao bule), está uma gaveta de madeira com laminação de fórmica brilhante azulzinha. Eu peguei essa gaveta numa caçamba de lixo de obra! Tinham desmontado um armário inteiro de cozinha, bem retrô. Queria pegar o armário todo! Mas só consegui pegar a gaveta que já era beeeem pesada. Pedi à Angélica que colocasse os pães de mel dentro. Ficou LINDO! Fora que gaveta é outro lugar que gosto de mexer. Adoro arrumar gaveta. Sempre acho um bilhetinho perdido que me faz sorrir =) As chavinhas espalhadas na mesa… podem ter um milhão de significados… mas pra mim, são chavinhas que abrem caminhos. E a palavra amour feita de arame? Não é LINDA? Comprei na loja Coisas de Dóris. Afinal de contas, amor nunca é demais, né?
Os noivinhos - Não resisti! Eu queria muiiiito que fossem diferentes. Minha primeira opção eram esses aqui. Mas eles são beeem caros e eu já estava ficando sem dinheiro pra essas pequenas coisas que consomem muito dinheiro! E como não precisavam ser topo de bolo, já que eu não teria bolo, dava pra adaptar. Nessa mesma loja, Coisas de Dóris, eu encontrei esses coelhos liiiindos, a lá Alice no País das Maravilhas. Comprei! E achei perfeito!
Contato:
Coisas da Dóris
Al. Ministro Rocha Azevedo, 834
11 3083-1962
http://www.coisasdadoris.com.br/
As lanternas japonesas - Desde o começo do planejamento eu sonhei com essas lanternas. Depois, no meio do cominho, eu desisti. Há 20 dias do casamento, eu visitei o local da festa pela primeira vez à noite. Eu imaginei as lanternas lá e era perfeitoooo! Eu precisava ter! E começou a nova saga. Mais decisões. Quantas lanternas? de que cor? qual diâmetro? que tipo de lâmpada? espaçadas de quanto em quanto? Aaaaaaah! Gente, essa coisa de casar cuidando de muitos detalhes é uma loucura! Mas o fim justificou o meu sofrimento! Fui na liberdade e comprei 51 lanternas alternando tamanhos e nas cores azul, amarela e branca. Usamos lâmpadas de 40W 110V. Foram 102 lâmpadas e arranjamos os fios colocando uma lâmpada sozinha, uma lanterna, uma lâmpada, uma lanterna. A distribuição foi aleatória. A média da distância entre as lâmpadas foi de 65cm. Compramos o fio, os soquetes e as tomadas macho e o eletricista montou com as medidas que passei. Deu trabalho, saiu caro, mas valeu a pena. A brincadeira gastou um pouco mais de R$ 1000. Agora vou tentar vender pro espaço. Ou então vou dar lanternas japonesas de presente até o fim da vida! hahaha =)
As plaquinhas - Estavam em todo lugar! Meu sogro mandou fazer 20! Usamos quase todas. Tinha na estrada sinalizando o caminho, tinha com nosso nome, com a data… mas essas são as mais fofinhas! Fui no google maps e vi a distância do local do casamento para as cidades de onde vinham os convidados e pra onde íamos na lua de mel! O sogrão mandou cortar as madeirinhas e eu pintei tudo aqui em casa com tinta acrílica. Dessa parte eu gostei bem! =)
O projeto secreto que não deu certo - é, gente. No meio do caminho, tive que abrir mão de coisas importantes pra mim. Muitas coisas foram inspiradas em sites gringos – eles levam muuuita vantagem nesse assunto de “faça você mesmo”. Mas teve uma idéia que eu não vi em lugar nenhum, saiu de dentro de mim. E eu não consegui concretizar. Eu queria ter escrito uma carta pra cada convidado. Comprei os envelopes, imprimi os papéis e até cheguei a escrever umas 12 cartinhas… só faltaram 150 =) Na verdade queria escrever de próprio punho pros meus amigos e familiares e uma carta impressa genérica pros convidados do Fê que eu não conheço direito. Queria falar de amor e agradecer. Mais importante que qualquer presente, era a presença de pessoas queridas com a gente no momento mais incrível de nossas vida. Infelizmente, o plano falhou. Mas imagina que lindo, um cordão com pregadores segurando uma cartinha por convidado, cada envelope nominal… pra que cada um soubesse que não era um número na lista… mas uma energia que queríamos ali verdadeiramente. Fiquei chateada porque isso tem muito de mim. Mas tudo bem. Vou levar o projeto adiante e entregar aos poucos. Agradecendo presença e presente. Mas fica aqui a idéia pra alguma doida =) De preferência que faça um mini-wedding pra 50 convidados!
Contratempos - muita gente comentava comigo dos obstáculos que a vida apresentou no período que antecede o casamento. Parece que assim que vc decide a data, você é posto à prova de várias maneiras. E quanto mais perto do dia, pior o drama. E eu contastei a verdade toda disso! Vou falar só desse ano senão o post não acaba nunca! hahaha! Começo do ano, carro velho e adorado, decide quebrar todo de uma vez. Ano passado teve umas bobagens isoladas e lá se foram R$ 200 aqui, R$ 600 ali… mas parcelando a gente dá conta. O que não dá mesmo é pra depender de transporte público =/ Mas esse ano… comecinho de 2010 o bichinho parecia querer aposentar de toda forma. Levei no mecânico e lá veio o orçamento: quase R$ 3 mil. Em qualquer circunstância, esse valor é absurdo. Mais que o dobro do seguro, 25% do valor do carro! Fiquei desesperada! Primeiro decidi vender, mas vender usado em época de IPI zero é uma péssima idéia. Também teria que fazer um desses financiamentos loooongos pra poder pagar. Mas já temos parcela do ap e mais tooodos os infinitos custos de uma festa de casamento. Respirei, ouvi minha mãe e paguei o conserto. Só que essa grana era do casamento! Com calma e jogo de cintura, tudo se resolve. Mas só a dor de cabeça que é…
Assim que peguei meu carro lindo e saudável na mecânica, meu HD deu pau e eu perdi uma sessão fotográfica de moda que eu nem tinha entregado ainda! Foi tanto nervoso, taaanta dor de barriga! Mais R$ 450 pra comprar hd novo. E horas de sono recuperando dados. E fragmentos do meu coração caindo no chão. Parece exagero. Mas pra um fotógrafo digital, ter problema com HD é quase sentença de morte.
Depois foi meu cachorro, o Polar. O Beni (como tb é conhecido) já é um senhor, completou 9 anos em janeiro. Meu Bernese sempre teve uma saúde de ferro. No final de março ele tem uma diarréia com sangue, muito sangue. E claro que foi no fim de semana de madrugada, só pra eu pagar emergência. Ainda bem que não era nada demais. Lá se foram mais R$ 400 de consulta e injeção. Doeu, mas tudo bem. Menos de uma semana depois, o Beni começa a mancar. Levei no veterinário “da família” e, no meio do exame, achamos uma bola enorme na pata traseira esquerda. Era o começo do pior mês do mundo de uma noiva há 2 meses do grande dia. Sem alongar muito, o Polar teve uma miosite, inflamação muscular que chegou a necrosar parte desse músculo. Chegamos a cogitar a amputação dessa patinha. Entre antibióticos, sessões de fisioterapia, anestesias e muita paciência pra esperar resultados, gastei mais R$ 3 mil. Mas o dinheiro a gente arranja. E viver um mês todo achando que todo dia era o último? E vendo seu filhote de 45kg morrer de dor? Abril foi difícil. Me consumiu demais. Cheguei a comprar um outro computador (parcelado em mil vezes pq eu já estava totalmente descapitalizada) pra poder trabalhar de casa, já que 5 vezes por dia eu tinha que cuidar da inflamação. Graças a D e à medicina veterinária moderna, o Polar está lindo, feliz e muito saudável de novo. E isso não tem preço! (n.a.: o Polar não foi ao casamento pq, ao contrário do Sushi, ele é muito arteiro e rebelde!)
Menos de duas semanas pro casamento, a gente acha que pior do que está não dá… aí você vai entregar um convite de casamento e enquanto se despede da sua amiga dois filhos da p*** aparecem numa moto e levam a sua bolsa. A Ju, que estava comigo, entrou em pânico, tremia, chorava. Eu estava bem, tranqüila. Feliz que nada de ruim aconteceu, que eles não quiseram entrar na casa, não fizeram nada conosco. Entrei na casa dela pra usar o telefone e comunicar o assalto, pedir cancelamento de celular, cartão de crédito etc, quando me dou conta de tudo que estava na bolsa. Meu moleskine! Meu caderninho preto companheiro, escrito por mais de um ano, com tuuuuudo que eu já pensei e sonhei sobre nosso noivado e casamento. Milhões de idéias, textos, desejos, inspirações, desenhos… Já tinha até projeto de escaneá-lo e publicá-lo pra que outras noivas pudessem ver o meu processo. Pra quem não sabe, meu TCC foi sobre o processo de criação artística. E todo processo é mais importante que a obra. Fiquei MUITO chateada. Dá uma raiva. A Fê Floret me falou uma coisa fofa, pra eu não ficar cheateada que eu ia ter muitas recordações legais, como as melhores fotos de todos os tempos. É verdade! Mas as fotos registraram a realidade. E meu caderninho tinha meus sonhos. Mas passou e tudo bem. Pior mesmo é a encheção de saco de ficar 2 horas na delegacia pra fazer B.O. e as burocracias (devo dizer burrocracias?) de sustar cheque, conseguir minhas tabelas de senha, fazer pagamentos… estou atrapalhada com isso até agora.
Com o stress do assalto, meu corpo resolveu surtar. Imaginem uma fotógrafa com inflamação no olho! Meu olho ficou pequeno, vermelho e intolerante à luz! Que fácil! Sem dinheiro, sem poder dirigir… há 10 dias do casamento. Fala sério! E eu tinha que ir pro Rio pra terminar o vestido, sem cartão de crédito, débito, nada! E agora sem enxergar! Ainda bem que eu sou realmente sortuda e me casei com o cara mais incrível do mundo! O Fê estava entrando de férias e ficou à minha disposição. Foi comigo pra cima e pra baixo, pagou tudo pra mim, me levou de carro até o rio, esperou pacientemente todas as provas de vestido, passeou comigo e com a Fafi no centro atrás de tecidos e firulas. Tentei diminuir o ritmo, usei o colírio direitinho e em uma semana meu olho estava bom – 4 dias antes do casamento. Mas eu já estava planejando usar uma grinalda que cobrisse o olho direito, como um voilete =)
A lua de mel - quase ficamos sem. A primeira idéia de todas foi Los Roques, no caribe venezuelano. Embora seja uma viagem barata em relação a outros destinos mais comuns, acabou saindo do orçamento conforme os gastos da festa foram crescendo. Uma coisa que eu e o Fê compartilhamos é a idéia de que a lua de mel não precisa ser A viagem da vida. Afinal, estamos só começando! Temos o resto da vida pra viajarmos juntos! Então resolvemos adiar Los Roques e pensar em planos B, C, D… Primeiro pensamos em ir pra Paraty que é coladinha em Ubatuba, ficar numa pousada charmosa e namorar muito! Mas junho é frio e perderíamos as praias lindas de lá! Mudamos pra serra, decidimos ir pra Visconde de Mauá, friozinho, lareira, fondue… perfeito! Mas as pousadas mais legais já tinham um preço alto – por causa da temporada de inverno – e 5 dias daria mais de R$ 1200 só de diária. Fora carro, comida, tranqueirinhas como polainas – ADORO! – e cachecóis. Aí decidimos que ficaríamos por aqui, em alguma casa emprestada. Eis que o meu amor acha no Submarino Viagens Buenos Aires a preço de banana! Aéreo + Hotel = 10 parcelas pequenininhas! Adoramos! Uma mini Paris aqui do lado, boa pra comer, dormir, namorar, se apaixonar e andar de táxi! Hahaha! Foi assim que trocamos caribe por cidade. (Los Roques que nos aguarde!)
Sobre a escolha do hotel. Com as pesquisas no site, a gente acha várias opções de hotel. E cada hotel tem um valor. Nós usamos o trip advisor pra ter referências dos hotéis. Tinham vários reviews péssimos e quase pegamos um hotel com banheiro sujo por uma diferença de R$100. optamos pelo Hotel Mundial que não era nem o mais caro e nem o mais barato. Mas tinha boas recomendações.
Contato:
Submarino Viagens
http://www.submarinoviagens.com.br/
Hotel Mundial
http://www.mundialhotel.com.ar/
Resumo da ópera - tudo dá certo no final! Sempre! Quando a gente se entrega e deposita todas as forças no que queremos, sempre dá certo! Mas precisava de tudo isso? Sobrevivi e casei no casamento mais lindo do que eu imaginava! Viva! \0/
Resumo da ópera 2- Casar é maravilhoso! Mas eu realmente espero que dure pra sempre! Festa assim desse tamanho, não quero fazer nunca mais! =)
♥,
S.
PS: este post levou mais de 15 horas pra ser escrito. Espero realmente que ele possa ajudar uma noivinha que seja.
Um beijo no coração!
PS2:
Prometo postar aqui uma planilha com todos os custos. Porque a gente só soma os grandes antes de casar, né? Precisa ver quanto vai em pequenas coisas… queria que alguém tivesse feito isso por mim =)
PS3: Este post tem quase 72 mil caracteres! Meu deus! =)
já queria ter publicado podcast 2, 3, 5, 10… mas a verdade é que a vida passa correndo e eu sempre atrasada… tento pelo menos atualizar meu moleskine pra ter lembranças dessa montanha-russa que é planejar umO casamento.
Semana passada a Fê organizou meu chá de cozinha e ficou a festinha mais linda do mundo! Mas por outro lado fiquei com o coração arrasado com as ausências de pessoas queridas… pensei muito no egoísmo das pessoas… no meu egoísmo, no meu descontentamento com o ser humano, que é capaz das maiores maravilhas e das piores coisas. Fico confusa. Fiquei desanimada, chorei muito. Tenho tantos amigos e sou tão cobradas por eles por não participar muito das coisas… eu sou atrapalhada, avoada, destraída e ocupada… mas quando peço por um pouquinho de carinho recebi uma enxurrada de justificativas. Foi frustrante.
Tudo isso me levou a uma conclusão que gostaria de dividir pra todo mundo pensar:
Ninguém teve tempo pra ir ao chá de cozinha. Mas se fosse meu velório, todo mundo iria.
Essa verdade me chocou. Até em relação às minhas prioridades nessa vida. A gente vive dizendo que está sem tempo. E fica de marcar um encontro com alguém e nunca marca… e quando marca não vai. Um dia as chances acabam. E eu não quero me arrepender de nada. Parece um exagero – sim, sou muito exagerada – mas é a pura verdade.
A gente gasta energia demais com as coisas erradas… e esse pontinho preto na reta final do casório teve também a sua serventia.
Então chorei o que tinha que chorar e bola pra frente! Parei de gastar minhas lágrimas salgadinhas com bobagem e foquei no que interessa: o casamento mais intenso do mundo! Essa é a minha promessa!
Quinta-feira fiz bate-e-volta no Rio de Janeiro.
20 de maio – 1h da manhã – embarque na Rodoviária do Tietê
7h da manhã – chegada à Rodoviária novo Rio. Pega táxi, aprecia caos, sol, favela, pedras, o bairro das Laranjeiras… até chegar em Botafogo
7h40 – encontro com minha amiga-irmã-estilista que nem sabe, mas é uma das grandes incentivadoras desse processo todo de “criar” um casamento.
9h30 – chegada o ateliê da minha estilista no Humaitá. Papo vai, papo vem, esperamos a costureira e…
MINHA PRIMEIRA PROVA! A Fafi já tinha feito a minha telinha (uma réplica do vestido num tecido mais simples) e ela me serviu como uma luva! Me vi noiva pela primeira vez, foi maravilhoso… porque em algum momento a gente se desconecta e parece que a festa nem é pra gente… mas é sim! Pra mim e pro meu marido lindo!
10h30 – saída pra rua, bora bater perna. Comprei meu zibeline de seda, só 3 metros – vestido curto é, além de gracioso, feminino e apropriado pra praia, sinônimo de economia =) procuramos minha grinalda, meu sapato…
15h – almoço! caramba, estávamos mortas! de fome e cansaço! Fomos pra Copacabana, Ipanema e terminamos o rolê no Shopping da Gávea – o mais fofucho e descolado do Rio, adooooro! Achei finalmente o sapato,, mas agora tô na dúvida… o 35 ficou largo, comprei o 34 e agora tô achando apertado… vou ter que voltar a procurar… sugestões? O fato de estarmos nas coleções de inverno limita MUITO! Tudo cinza, preto ou vermelho… Só sapato fechado, couro e camurça… povo, cadê o cetim?????
16h30 – de volta pro ateliê, nova prova, já com ajustes!
18h30 – de volta ao ponto de partida…
20h30 – táxi pra Novo Rio
21h30 – comprei bilhete só pras 23h. Expresso do Sul, cobertorzinho e travesseiro… até às 23h fiquei lá sentada no chão fazendo origamis pro casório! (mostro mais embaixo!)
23h – busão + ipod com 3ª temporada de sex and the city. Por que diabos a Carrie traiu o Aidan??? =’(
5h da manhã – marido esperando na saída da rodoviária.
Ufa!
Que correria! Mas valeu MUITO a pena… porque o vestido não é só um vestido… é o maior carinho que a noiva faz por ela mesma! Foi um momento MUITO especial. E ter um vestido feito por uma estilista é um sonho… é uma experiência completa… alguém que quer “abraçar” e “embrulhar” seu corpo com um tecido lindo! Tô Muito feliz!
A sexta-feira passou voando, mil coisas pra resolver. Achamos o costume do Fê! Como ficou gato! Menos uma coisa no checklist! Sábado cedinho foi dia de ensaio sensual! Eu adoro! Mas é difícil. Criar pra ser bonito sem ser vulgar, deixar a pessoa à vontade. Mas é um desafio! Fizemos umas fotos lindas! Pena que não dá pra mostrar =/ Mas a D. quis fazer pra presentear o marido! Acho o máximo! E que rapaz de sorte! Além de ser um doce, ela tem um corpão e, mesmo morrendo de vergonha, vai dar o presente mais legal do mundo!
A Ari fez a make e cabelo, a D. levou suas lingeries e eu fiz uma micro produção e as fotos, claro =)
Fica aqui só um petisco
Saí do hotel das fotos e voei pra casa pra encontrar o Bb e correr pra Ubatuba! Era nossa primeira e última chance de ver um casamento acontecendo na casa onde será o nosso.
Nem sei como descrever o que senti… Fiquei arrepiada.
A decoração simples, as pessoas à vontade (tinha gente de bermuda e moletom, que eu não gosto), um clima incrível! Gosto é gosto e não se discute… mas o ambiente de estar sentado pertinho mar não tem nada a ver com um buffet fechado no meio de São Paulo. É tudo muito diferente. E, obviamente, estar na praia é a minha cara.
As árvores iluminadas, as tochas acesas, a lua, as estrelas. Parecia o planetário! Os noivos felizes e eu pensando: “daqui 3 semanas sou eu!” Caraca, como falta pouco! Dá uma ansiedade, um desespero, uma vontade que chegue logo, uma vontade de que não chegue nunca… é uma loucura essa história de casar, viu? hohoho
Assim como provar o vestido, essa visita foi fundamental pra manter as emoções lá em cima!
Coisas importantes que notei na festa: o sol se põe CEDO! 5h30 já é praticamente noite! Depois que o sol vai embora, vem o frio! Convidados! Preparem-se! Fiquei muito contente por ter marcado o casamento 13h30. Orgulhosa de arriscar e fazer diferente, sabe? Percebi ao longo do caminho que ousar da muito mais trabalho. Mas a gente PRECISA ser firme no que fazemos questão. E eu, sinceramente, não vejo o menor sentido em casar na praia à noite. Vou fazer os convidados viajarem 3 horas. Mas em troca vou dar pra eles uma visão de paraíso.
E domingo passou voando, da maneira que eu mais gosto: em casa, vivendo pequenos prazeres. Dormimos na casa da Sônia, que é minha segunda mãe. Itamambuca tem um aconchego que não encontro em nenhum outro lugar do mundo. O dia estava lindo. Mas estava tão bom ficar em companhia deles que nem fui até a praia. Também tínhamos que correr pra mais uma reunião com o cerimonial em Ubatuba e voltar pra SP que eu tinha foto pra entregar. Deu tudo certo, ainda bem!
Estou atrasada com as minhas atualizações! Mas a verdade é que não é fácil essa vida de fotógrafa – administradora – esposa – noiva – dona de casa… faltam 32 dias pro meu casamento e falta taaaaanta coisa! dá vontade de gritar!
Hoje terminei de tratar as fotinhos do Gab. Fotografei a gravidez do pequeno, o batizado e agora o aniversário. Essa é parte mágica da fotografia: acompanhar a vida das pessoas. A alegria dessas famílias é também a nossa alegria!
Fiz uma seleção um pouco diferente. Quis pegar as carinhas fofas do Gab fez na festa! Olha só:
♥,
S.
PS: eu amo os pequenos porque a gente fala a mesma lingua (L)(L)(L)
Acho que eu amo praia taaaanto por conta disso: lá é onde sinto os meus elementos preferidos em movimento. A água e o ar.
Em abril fiz este ensaio de casal na praia. A Ericka e o André se casam em 29 de maio. Gente apaixonada, que ama cachorro e que gosta de praia… já viu, né? Já vira amigo de verdade!
As fotos foram feitas na riviera de São Lourenço numa tarde incrível de domingo!
pois é. Quase um mês passou desde que nós dissemos SIM perante o juiz de paz.
O que mudou? Um cara ficou interessado e eu disse: sou casada! O melhor fora ever! =)
No amor, não mudou nada. Ainda não bati no Fê com o rolo de macarrão e ele ainda não chega em casa com a janta pronta.
No documento, temos uma só certidão com o nome dos dois.
E o casamento mesmo… só 12 de junho!
É tããão estranho dizer marido e ser chamada de esposa… essas práticas ainda não foram adotadas pelo casal.
Gosto mesmo é de dizer NAMORADO. Como falo pra todo mundo, namorado não é rótulo como marido. Namorado é um estado de espírito. Marido me soa como atestado de propriedade. Não gosto.
Porque o documento do casamento é só um documento. Todo amor é livre.
Mas resolvi postar porque eu preciso dividir as fotos do meu casamento civil! As fotos e o vídeo super maravilhoso! Foi tudo muito simples. Mas com profissionais criativos, uma noiva que topa tudo pela foto e bastante amor… as fotos ficaram dignas daquele programa do Discovery de casamentos mais incríveis do mundo! hihihi
As fotos já foram publicadas no nosso blog e no blog da Fê Floret.
Mas quero todas elas por aqui tb!
São ou não as fotos mais lindas do mundo?
=)))
E agora, o vídeo mais lindo do mundo! Uma produção dos nossos meninos!
Eu tenho MUITA sorte, né? Casar com um cara gato desses e ter tudo registrado pela equipe maravilhosa que eu escolhi pra trabalhar junto!